Esperança 17 junho 2020 A uma semana de acabar o ano de aulas/letivo sinto que falta algo na minha vida de docente. Vejo os alunos uma vez por semana. O ano está a finalizar. Olho o mundo e antevejo que o próximo ano será uma prova para todos nós, embora paire sobre nós a ideia de que "tudo vai ficar bem". Mas quando? Dizemos esta frase não porque acreditemos, mas porque queremos acreditar que a situação melhorará. Esta doença, desconhecida, que assolou toda a nossa vida, veio mudar tudo o que fazíamos e como o fazíamos. Não mais a nossa vida será igual e tal como a tuberculose grassava e matava antes da vacina, também esta doença passará a fazer parte das nossas vidas, mas não agora. Esperamos ( do verbo *spero), pois ainda temos esperança. Eu tenho, mas sobretudo pelas novas gerações que têm que viver e a esperança terá que estar obrigatoriamente na vida de todos nós. Vou continuar a trabalhar. Passei mesmo para me ouvir.
Mia Couto - maio 02, 2020 "Mia Couto, pseudónimo de António Emílio Leite Couto (Beira, 5 de Julho de 1955), é um biólogo e escritor moçambicano. Mia nasceu e foi escolarizado na Beira. Adotou o nome porque tinha uma paixão por gatos e porque o seu irmão não sabia pronunciar o nome dele. Com catorze anos de idade, teve alguns poemas publicados no jornal Notícias da Beira e três anos depois, em 1971, mudou-se para a cidade capital de Lourenço Marques (agora Maputo). Iniciou os estudos universitários em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a profissão de jornalista depois do 25 de Abril de 1974. Foi nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e formou ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação. A seguir trabalhou como diretor da revista Tempo até 1981 e continuou a carreira no J ornal de Notícias até 1985. Em 19...