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Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2009

Noite dentro: dádivas

Pela noite sinto a preocupação do futuro próximo. Há necessidade de mudança. Creio nela. Ainda não posso trabalhar. Espera-me algum tempo de recuperação, há que ser paciente, afinal uma fractura demora o seu tempo a restabelecer-se, mas estou bem. As aulas já começaram e o pessoal da casa está a entrar no ritmo de mais um ano. Um está na fase final da faculdade, outro está prestes a entrar, fazer opções., não é fácil. Dúvidas, crescimento. São tão jovens. Cada dia que passa tenho a ideia firme da felicidade que é ter dois jovens saudáveis e confiantes. Sou uma pessoa abençoada por poder tê-los.  Com dizia há dias um amigo recente: um filho é uma "dádiva".

O Rastro do Jaguar

Ultimamente não tenho viajado tanto quanto gostaria. As minhas viagens têm sido mais na leitura. Ando a ler um livro que se está a revelar deveras interessante. Deixo aqui a sinopse: O Rastro do Jaguar Editor: Leya Ano de Edição: 2009 N.º Páginas: 560 "Estamos no virar do século XIX em Congonhas do Campo. Pereira, um antigo jornalista de origem portuguesa, revisita as suas memórias, que percorrem todo o conturbado período da segunda metade do século. Através do relato da sua viagem, Pereira, que deixara Paris com o seu grande amigo e companheiro Pierre, leva-nos a conhecer o Brasil em guerra com o vizinho Paraguai, no período mais decisivo da sua história. Uma guerra sangrenta que o Brasil trava ao lado da Argentina e do Uruguai e que, para Pereira e Pierre, será o momento decisivo das suas vidas. É também a guerra pelo espaço vital das populações índias que, humilhadas pela acomodação forçada às regras e vivência...

Lá longe

"Algures, lá longe, está alguém que me espera Algures, lá longe, está alguém que me ama E o longe se faz perto E as árvores sussurram o seu nome E o vento traz novas do futuro E, finalmente, sinto-me feliz Por saber que também me amas Que a nossa história não foi em vão Que deu frutos Que esses frutos são lindos E que a história mal começou." Autor desconhecido

Dádiva

Ultimamente todas as minhas andanças me têm demonstrado que: Aquilo que desejamos, às vezes, a ninguém mais interessa. Nada na vida é definitivo. O amor até pode ser para sempre. Ainda há pessoas boas. O tempo ajuda a apagar as mágoas. A felicidade não é dada de bandeja. O trabalho é uma benção. A amizade pode acabar. Todos os dias se aprende algo. A vida humana é surpreendente, é uma dádiva e há que aproveitá-la.

Pequenas coisas...

Hoje é feriado cá no burgo. Afinal para mim não fez diferença pelas "férias" forçadas. Contudo foi interessante poder ver a parada dos bombeiros, desfile de viaturas, que felizmente são muitas, que é feito todos os anos. Também houve desfile da banda que também é tradição. Foi interessante até para mim que estou há três semanas sem sair. Afinal às vezes são pequenas coisas que alegram a vida, mesmo que pareçam não ser importantes.

Algo complexo...

Cada dia que passa sinto que a vida é algo de muito complexo. Vivi apaixonada pela vida até ela me trazer desilusões em massa. Lutava pelo mais próximos como se não houvesse amanhã, ajudei o mais que pude, empenhei algumas vezes o meu futuro. Pensava eu que iria ser bom, que isso estabeleceria laços infinitos e fortes. Com me enganei! Quem estava mais próximo, na época, e em quem acreditei aproveitou a ajuda, durante anos. Logo que foram independentes criaram asas e voaram. Hoje não sei deles. Dois ou três tornaram-se incontactáveis. Uma vez ou outra lá sei uma notícia, por outros. Esses eram os que eu tinha como a minha família, onde nasci e com quem fui "obrigada" a viver durante anos. Se estiver mal não sei deles. Escondem-se longe. Optei por ignorá-los, como eles fazem comigo e tento libertar-me da tristeza cada dia que passa. Teve de ser. Será bom que sigam a vida deles. Hoje tenho muito receio que os que me são próximos me façam o mesmo, afinal o ser humano as vezes é v...

Além mar

"Para Miguel havia agora o início de uma nova vida. Começaria por reconstruir tudo, a casa, as plantações, os caminhos. Havia muito para fazer e não havia tempo a perder. Na primeira manhã na casa grande Miguel acordou satisfeito, com uma aurora plena de luz. Tomou um banho naquela banheira antiga a perder de vista, mas tinha que racionar a água até que os furos fossem feitos. Nana ainda ali estava e seria o seu braço direito, como o fora da mãe. Afinal, quem melhor do que ela conhecia aquele mundo? Menino quer que lhe faça o pequeno-almoço? Como Nana? Não se preocupe, só tem que dizer a hora. Naquela manhã, na cozinha, lá estava um pequeno-almoço com pão feito por ela, fruta, sumo e até leite e manteiga. Miguel sentiu uma deliciosa sensação de nunca ter saído dali. Até um belo bolo para completar aquele cenário."

Outono

O Outono é a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno . É caracterizado por queda na temperatura , (excepto nas regiões próximas ao equador) e pelo amarelar das folhas das árvores , que indica a passagem de estações. O Outono do hemisfério norte é chamado de "Outono boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "Outono austral". O "Outono boreal" tem início, no Hemisfério Norte , a 21 de Setembro e termina a 21 de Dezembro . O "Outono austral" tem início, no Hemisfério Sul , a 20 de Março e termina a 20 de Junho .

A ida para África

"O pai de Miguel já tinha partido há algum tempo. Uma doença dura que não lhe perdoou a vontade de viver levou-o precocemente. A mãe, com o sofrimento da perda do seu lar, em Angola, nunca mais fora a mesma, entrou numa depressão profunda que se prolongou por anos, tendo piorado após a morte do marido. Nem o Miguel a conseguira salvar da decadência. Tinha uma saudade longínqua de tudo o que deixara. Afinal ela nascera lá. Nunca conhecera outro país, o seu país, e faltava-lhe o calor de África e da Casa Grande, dos seus entes queridos e de tudo o que deixara, da Nana que sempre a ajudara e que era o seu braço direito. Acabou por enlouquecer de tanta tristeza. Teve que ser internada, pois alheou-se completamente de tudo e deixou de se conhecer. Aos poucos ainda conhecia o Miguel, mas depressa o esqueceu. Não entendia porque é que aquele rapaz esbelto de olhos azuis a visitava com tanta frequência e a tratava assim, de forma tão carinhosa. Perdera as memórias e vivia num sonho difere...

Museu do Brinquedo

  O Museu do Brinquedo em Sintra é um mimo. Visitei e perdi-me a ver as tropas e a zona das bonecas. As miniaturas são espantosas. Dá vontade de tomar chá com elas. Os regimentos diversos parecem alinhados para o combate. Há brinquedos fascinantes.

O Palácio da Vila em Sintra (por dentro...)

Os nobres, nossos antepassados governantes, rodeavam-se de grande conforto. A cozinha ultrapassa, em muito, aquilo que alguns ainda têm hoje. Todo o resto é sumptuoso e luxuoso.

Sintra

Estive lá e adorei.
"Não o fez, todavia, pois sabia que era inútil. Quer escrevesse ABAIXO O GRANDE IRMÃO, quer se coibisse, não fazia diferença. Tanto adiantava que continuasse o diário como não. Fosse como fosse a Polícia do Pensamento haveria de o apanhar. Tinha cometido - e teria cometido na mesma, ainda que nunca tivesse pegado na caneta - o crime essencial que continha em si todos os outros. Pensarcrime , assim lhe chamavam. O Pensarcrime não era coisa que se pudesse esconder eternamente. Uma pessoa podia esquivar-se com êxito durante algum tempo, durante anos até, mas mais tarde ou mais cedo seria fatalmente apanhada. Acontecia sempre durante a noite - as prisões executavam-se invariavelmente à noite...a pessoa era abolida, aniquilada: vaporizada , o termo geralmente usado." Orwell, George. 1984