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Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2008

Sinto-me bem

Hoje não vou falar de política. Sinto-me demasiado bem para isso. Já preparei toda a burocracia das reuniões. É o último dia de aulas e há uma coisa que me faz sentir especialmente feliz. Chega uma pessoa que me é muito querida e que, neste momento se encontra numa viagem intercontinental num voo da TAP. Por estes dias não sei se passarei por aqui, por isso se não vier desejo a todos os que por aqui passaram ao longo deste ano um bom Natal.

Que mudança?

E, finalmente, chegou o penúltimo dia de aulas. É que, com estas temperaturas negativas, não há aquecimento que aguente. A escola não consegue aquecer o suficiente, pois as salas são imensamente grandes. Mas é bom pensar que o Natal está à porta e que pelo menos, ainda podemos fazer um refeição condigna. Tem-me causado grande impressão ver a desgraça que vai por este país. Ontem, no noticiário vi uma mulher de 58 anos que parecia ter alguns 80. Chocou-me aquela imagem de sofrimento. Gostei de ouvir o presidente da associação de munícipios referir, muito objectivamente, que há pessoas que têm de seleccionar os medicamentos que podem comprar, não pelas suas necessidades, mas pelo seu rendimento e que precisam de ajuda. Que país é este que esquece os seus próprios cidadãos? Infelizmente muito havia que dizer acerca da miséria. Deve ser uma boa reflexão, para aqueles que ainda podem suprir as suas necessidades. E que tal começar a limpar a banca dos usurários ladrões? É uma vergonha para q...

Dois dias...

Pode parecer estranho mas estou a fazer a contagem decrescente para o fim do período lectivo. É que nesta altura estamos tão cansados que até agradecíamos que esquecessem que nós ( professores) existimos e, contrariamente ao que os outros dizem, não, não temos férias. Os alunos é que deixam de nos ver, por uns dias, pois na época da avaliação nós acampamos na escola e pouco falta para lá passarmos a consoada. Mas enfim, já nos habituámos ao reconhecimento brejeiro do: " Então ? Estás de férias? Que sorte e que bom é trabalhar para o estado!". Férias só lá para o final do ano lectivo, i.e, Agosto, se o pregador não mentir.

Mudar...

Estava na hora de mudar. Cansei-me do anterior formato. Como o ano está a acabar é hora de "arrumar" o sítio.

Último dia do mestrado, neste ano

Fui às aulas, como de costume, e lá ultimámos o nosso trabalho, uma hora antes de acabar a aula. Já está pronta a base de dados e como tal há que distribuir os inquéritos para fazer o tratamento até fim de Janeiro. O que vale é que o programa é um espectáculo. Se fosse há vinte anos só este trabalho daria quase uma tese de doutoramento. Novos tempos, novas metodologias e cá vou eu em cima da onda. Estou a apreciar muito a formação. Fizemos hoje um almoço de Natal. Rápido porque os intervalos não perdoam e nos mestrados não há tempo a perder. Correu bem, foi agradável e para Janeiro há mais. Até lá fica a quantidade "monumental" de trabalhos e pesquisas. Estou a adorar...

O Ser muda...

" A alma deve preparar-se para as dificuldades durante os períodos de tranquilidade, deve fortalecer-se contra as injúrias da fortuna nos períodos em que ela nos sorri.(...) Se não queres que um homem entre em pânico perante uma situação concreta, treina-o antes que tal situação ocorra." (Livro 2, Carta 18, Lúcio Aneu Séneca, Cartas a Lucílio)Á s vezes tenho reflectido nestes pensamentos e sei, por experiência própria, que frequentemente as adversidades nos apanham desprevenidos e sofremos. Tantas vezes me aconteceu este tipo de situações que agora a vivência diária é feita com mais qualidade e procuro, nas intempéries, encará-las como mais um passo. Esta semana o meu carro pregou-me uma partida. Resolveu parar numa viagem. É um carro relativamente novo. Há um ano atrás teria entrado em pânico, até porque foi de noite. Desta vez não. Tentei encarar o percalço como mais uma pedra a afastar do caminho e, com calma, consegui levar tudo a bom porto. A vida ensina-nos que as coisa...

Que avaliação??

Depois da neve e do frio gélido daqui do interior, lá continuamos nesta travessia e a pensar na "evolução negativa" ?? do nosso país. A palavra evolução, creio eu, que significa algo de positivo. Pelo menos, nas ciências, evolução significa avanço para melhor. É isto que eu começo a não entender. Ou será que todos os países estão em recessão, excepto o nosso? E desde quando é que uma recessão é positiva? Bem, para o comum dos mortais que ande distraído, nem ouve ou só ouve a palavra "positiva", nem dá conta. Não será este um discurso um pouco estranho vindo de alguém que, supostamente, frequentou o ensino superior?É que, por acaso, sou professora de Português e não são estes os significados que eu conheço para aquelas palavras. Será que aqueles que nos representam não precisarão de ser avaliados? Quem avalia o nosso governo? Ou não estão sujeitos a avaliação? Mais cedo ou mais tarde ela chegará e não haverá discussão possível pois eles não nos apresentarão alternat...

Que Des( governo)?

Longe vai o tempo em que, em Portugal se implantou uma democracia(?). Era bastante jovem na época e acompanhei com muito interesse tudo o que se passava. Hoje e citando Churchill " a democracia é o pior dos regimes, excluindo todos os outros". O governo representa um estado centralizador, dificultando tudo o que respeita à educação, baseando-se nos "seus" professores, os professores do regime, aqueles que nunca discordam. Por que motivo me parece que a burocracia devia ser substituída por uma meritocracia? E porque será que os professores que não são socialistas ( a maioria) não são chamados a dialogar? E os jovens? Serão todos socialistas? Afinal onde está a democracia? Está a morrer, de uma morte natural e observada por todos. Não será isto uma parcialidade total? Chamar-lhe- ia autista, (respeito as pessoas que padecem realmente dessa doença) e atentatória de um país que, comemora hoje a expulsão dos espanhóis. Temos que estar alerta para não cairmos novamente no...