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Mensagens

A mostrar mensagens de abril, 2008

Acabou o mês

Lá vai mais um mês e, quem diria, que bom! Gostava de dizer que as fotografias que por aqui aparecem são feitas por mim, enfim são um prazer e ajudam a passar o tempo que às vezes parece longo, longo...Nunca como hoje vi o mundo tão grande e tão pequeno. Estou a acabar de ler "Mil sóis resplandecentes" De Khaled Hosseini. É um livro espantoso e chocante ao mesmo tempo. Culturas e hábitos diferentes dos europeus, mas sempre a mulher na sua luta pelo seu lugar no Mundo. Vale a pena ler. Descobre-se que, por detrás de uma burca, pode estar alguém muito forte e pleno de sabedoria e que muitas vezes alguém se sente bem lá dentro pois não é reconhecido pelos outros na sua vida miserável. Um livro a ler...

Vinte cinco de Abril - Revolução

Faz hoje anos que se deu em Portugal uma Revolução, ocasionalmente chamada revolução dos cravos. As mulheres que os vendiam na rua começaram a distribuí-los e alguém se lembrou de os colocar na boca das armas. Portugal não mais foi o mesmo. Nesse dia eu era uma jovem que acordava para mais um dia de aulas. Liguei a televisão. Nessa época eu andava no segundo ano da Telescola. Vivia numa aldeia longe de outras escolas e assistiamos às aulas pela televisão. Era o equivalente ao quinto e sexto anos. Tinhamos monitores que eram professores que nos orientavam as aulas. O qiue é certo é que fizemos os dois anos com excelente formação. A professora das áreas das letras era licenciada em História e a outra da área das ciências era professora primária. Ambas eram excelentes professoras. Havia disciplina e respeito. No final dos dois anos vieram uns inspectores do Ministério fazer-nos exames nacionais. Passei com distinção.Bem. mas vamos ao que interessa hoje. Ao ligar a televisão vejo um homem ...

o "novo" Palácio do Gelo

Fui hoje visitar o novo Palácio do Gelo. Está interessante e diferente. Conheço outros foruns pelo país fora e este é mais amplo. Parece-me algo inacabado, faltam lugares onde nos possamos sentar, ao longo dos espaços e, na minha modesta opinião precisava de algo mais verde. Ainda há lojas a abrir e há algumas marcas que não conhecia nos outros Foruns. Gosto especialmente do de Albufeira, talvez pela decoração sulista. Com o tempo este se tornará mais humano. Pode, no entanto dizer-se que é uma obra importante e abrangente. Encontra-se quase tudo o que é básico para viver o dia e está numa zona acessível. Visto de fora é monumental. Lá em cima tem uma vista panorâmica, adaptada, claro está, aos dias solarengos, não para o dia de hoje que está particularmente frio e de chuva. No contexto geral gostei e talvez experimente o espaço de saúde e desporto. Não sou da opinião de alguns Velhos do Restelo, pois acompanhei o crescimento de Viseu e posso dizer que tem sido evidente, só não vê quem...

Contos do mar

(...)"Aquele espaço deixava adivinhar todos os verões ali passados pela tia Guida, que se dedicava a pintar e a praticar pesca submarina. A casa estava repleta de quadros, esboços e alguns trabalhos inacabados. Era um local tranquilo. Tinha tudo para nos sentirmos seguros. Cheirava a panquecas. Eram sempre feitas pela manhã, muito cedo, que a tia Guida não era mulher de longos sonos. Ela era uma mulher alta, loura, com uns grandes olhos verdes que espelhavam o mar. Tinha casado há uns anos com um norueguês, que se apaixonara por esta praia do sul, linda e por descobrir. Estava-se nos anos sessenta, mais precisamente em 1961, e a tia Guida tinha aportado com Hans nesta praia. Hans era velejador, jovem e aventureiro, tudo o que o país não era. Tinham-se conhecido no Mediterrâneo, perto de Nice. A tia Guida, nessa época, dedicava-se a pintar paisagens de praias. Nunca mais se perderam de vista. Nesse ano, Hans e Guida iniciaram uma viagem de barco. Hans tinha um veleiro que os trouxe...

O Carácter

O carácter é algo que cada vez rareia mais. Podemos observar, no nosso mundo diário, seres, denominados pessoas, que falam, falam e voltam a falar e nas quais não devemos e acabamos por verificar em quem também não podemos confiar, não só no que dizem, mas, é pena, também no que subscrevem! Chamam-se essas pessoas os "sem carácter". Enfim, que podemos fazer? Nem todos reflectem sobre conceitos básicos do ser ou não ser, " to be or not to be "! Após tantos anos de conceitos de pretensa liberdade era suposto já termos evoluído, mas, neste país de rara beleza, temos que aturar os "sem carácter". Prometo que, a partir de hoje, vou passar a ter o cuidado especial de observar bem, se está algum por perto, não vá ele dar o dito pelo não dito, como os outros. Lamento ter que conviver com esta espécie de seres, mas eles andam por aí e estragam a boa imagem dos outros, os que ainda escaparam e são corajosos, os que têm carácter...mas, nada está perdido, pois afinal ...

Canção da Noite Grande

Os quimbos quietos pousados no silêncio. A fronte escura quieta das árvores no silêncio. E o latido perdido n'algum quintal perdido. Da Evangélica os cânticos se derramando na voz do vento: povo. João-Maria Vilanova, Vinte Canções para Ximinho , Ed. Nós, Angola Neste dia, dedico este poema a alguém muito querido que está lá longe em Angola. Até breve...

Expiação

Fui ao cinema ver o filme "Expiação". Um relato impressionante de um grande "erro". Temos de cuidar bem o que "vemos", não vá acontecer não "vermos". A vida é demasiado valiosa para ser enganada, principalmente com quem amamos. Um bom filme...

Noite

" O martelar das patas dos cavalos e o murmúrio da água embalava-lhes o estado hipnótico. Os pensamentos tornaram-se-lhes indolentes, mas com uma lentidão que transformava os quadros, cujas figuras se arrumavam no cume das montanhas. Uma nuvem negra veio soprada do oceano e pousou numa crista; e o pensamento de Joseph fez dela uma negra cabeça de bode. Via-lhe os olhos amarelos e inclinados, sabichões e irónicos, e os chifres recurvos. Sentia-se dotado do poder de criar coisas tão reais como a terra. Elizabeth teve um ligeiro calafrio e ele voltou-se para ela. « Tens frio, querida? Vou buscar a manta dos cavalos para te tapar os joelhos.» Ela tremeu outra vez, já não tão bem como da primeira, porque estava a fazer de propósito. «Não tenho frio», disse ela, «mas a hora é tão estranha. Gostava que falasses comigo. É uma hora perigosa.» «Que queres dizer? Perigosa?» Agarrou-lhe nas mãos e pousou-a sobre os joelhos.« Quero dizer que não há perigo de nos perdermos. É a luz a sumir-se. ...

Liberdade...este é o tempo

Este é o tempo "Este é o tempo Da selva mais escura Até o ar azul se tornou grades E a luz do sol se tornou impura Esta é a noite Densa de chacais Pesada de amargura Este é o tempo em que os homens renunciam" Sophia de Mello Breyner Andresen, Mar Novo (1958), Ed. Caminho ( com a devida vénia) Vivamos a e em Liberdade. Vale a pena lutar. Os frutos mais cedo ou mais tarde aparecem, fruto de uma ãnsia de Liberdade latente na maioria dos seres humanos. Viva a Liberdade...

Abril, águas mil...

Chegou o mês de Abril em todo o seu esplendor de outrora e vem a propósito lembrar as Primaveras antigas em que chovia muito e havia longas trovoadas. Certo é que, nessa época, vivia na serra e aquelas, de noite, eram algo de belo e medonho, mas tranquilizante. Elas sempre me fascinaram. São um fenómeno grandioso dos elementos naturais. Já tive a oportunidade de viver uma trovoada num planalto. O dia faz-se noite e o ribombar dos trovões parece vir das entranhas da terra. Tinha uma colega que entrava em pânico só de me ver ir à varanda. Tinha medo da trovoada. E conduzir numa tempestade de chuva e trovoada? Pode parecer estranho, mas dá-me imensa paz...Vivam as trovoadas...

Bussaco

Fui visitar o famoso palácio neo-manuelino, construído pelos monarcas portugueses nos finais do Século XIX que constitui uma das jóias artísticas da Europa. Situado a meio caminho entre Lisboa e Porto, a norte de Coimbra, o complexo é rodeado por jardins do Parque Nacional do Bussaco, o “ex-libris” botânico de Portugal, com 105 hectares de floresta murada, plantada há séculos pelos monges Carmelitas. o Hotel do Bussaco tornou-se um dos mais fascinantes e históricos hotéis do mundo, possuindo uma interessante colecção de painéis de azulejos que representam cenas alusivas aos descobrimentos e literatura, entre outras.

Chegou o Verão?!...

Fora de horas, mas chegou o Verão. Um calor intenso surgiu há dois dias e a mudança da hora também ajudou a dar aos dias uma tonalidade totalmente diferente. Já recomeçámos as caminhadas, pois já são um prazer. E com elas a observação dos animais nocturnos. Aqui há dias vi uma ave que já não via desde que habitei na serra, uma coruja branca, em voo, lindíssima. É excelente viver perto da natureza para poder observar estas criaturas silenciosas.

A praia de sempre...

"A neblina descera à praia durante a noite. Ana não gostou daquele acordar nevoento. Tinha chegado nesse fim – de – semana e planeava apanhar uns dias de sol para finalmente descansar. Após quatro anos de intenso trabalho, conseguira uns dias de férias. A casa da tia Guida era propícia para esse descanso. Construída nos anos sessenta do século vinte, junto aos penhascos da praia dos piratas, tinha um pequeno caminho que levava directamente a uma praia que outrora tinha sido abrigo de piratas. A gruta, sobranceira à praia, deixava adivinhar ainda todos os tesouros escondidos de outrora. Ana adorava aquela praia. Fora a praia dos seus sonhos. Havia uma lenda antiga que contava que por ali ainda pairava o espírito do velho Yorn, um pirata que enterrara um tesouro fabuloso. Ana sempre sonhara encontrar esse tesouro imaginário. Em garota, quando vinha com a mãe, fazia grandes buracos na areia sempre na esperança de encontrar o tesouro. Este sonho já se perdera no tempo, mas este imagin...