Prestes a acabar a interrupção da Páscoa, mais parece que estamos no Inverno do que na Primavera, tal é o frio. Melhores dias e mais quentes virão...Caiu a noite e como todas elas esta também é silenciosa, um silêncio precoce que me faz lembrar quão longe estou de ti, das terras quentes do sul, do tempo quente e da tua presença. Vem-me à memória o sguinte excerto já nem sei de quem;
Em busca de ti
" Sozinho vagueio pela cidade, passo pela gente que não sabe, que não vê a minha dor, à procura de ti, a sonhar contigo...Eu tento em vão de ti não me lembrar, o primeiro amor não se pode olvidar, está escrito um nome, um nome só no coração, conheci-te e agora sei que és o amor, o verdadeiro amor, o grande amor."
Escrevo estes pensamentos lembrando alguém que me é muito querido e está longe algures em África e que está no meu coração...
Até breve...
"A neblina descera à praia durante a noite. Ana não gostou daquele acordar nevoento. Tinha chegado nesse fim – de – semana e planeava apanhar uns dias de sol para finalmente descansar. Após quatro anos de intenso trabalho, conseguira uns dias de férias. A casa da tia Guida era propícia para esse descanso. Construída nos anos sessenta do século vinte, junto aos penhascos da praia dos piratas, tinha um pequeno caminho que levava directamente a uma praia que outrora tinha sido abrigo de piratas. A gruta, sobranceira à praia, deixava adivinhar ainda todos os tesouros escondidos de outrora. Ana adorava aquela praia. Fora a praia dos seus sonhos. Havia uma lenda antiga que contava que por ali ainda pairava o espírito do velho Yorn, um pirata que enterrara um tesouro fabuloso. Ana sempre sonhara encontrar esse tesouro imaginário. Em garota, quando vinha com a mãe, fazia grandes buracos na areia sempre na esperança de encontrar o tesouro. Este sonho já se perdera no tempo, mas este imagin...