Partindo com rumo ao "Portugal profundo" fomos a Salzedas, ver o Convento e dar uma volta pelos restos de uma rua medieval. Todos estes espaços estão a ser restaurados. Bom, e agora a "novidade", o capital para o restauro destas obras que remontam à fundação da nacionalidade foi atribuído, sendo uma parte a fundo perdido, mas na realidade as obras estão paradas por falta de fundos. é pena ver que uma terra com tanto interesse esteja parada por "falta de fundos". Foi interessante a visita. O frio da serra fez-nos lembrar a obra " O Homem que matou o diabo" do Aquilino. É deveras agreste. Mas valeu a pena. No regresso passámos pela Ucanha para ver a única torre de menagem do país em que era necessário pagar tributo para entrar nas terras dos senhores de Salzedas. A ponte é muito interessante pela construção sublevada e pela óptima conservação em que se encontra, bem como pelas inscrições observáveis. Aqui ficam algumas fotografias da nossa deambulação.
"A neblina descera à praia durante a noite. Ana não gostou daquele acordar nevoento. Tinha chegado nesse fim – de – semana e planeava apanhar uns dias de sol para finalmente descansar. Após quatro anos de intenso trabalho, conseguira uns dias de férias. A casa da tia Guida era propícia para esse descanso. Construída nos anos sessenta do século vinte, junto aos penhascos da praia dos piratas, tinha um pequeno caminho que levava directamente a uma praia que outrora tinha sido abrigo de piratas. A gruta, sobranceira à praia, deixava adivinhar ainda todos os tesouros escondidos de outrora. Ana adorava aquela praia. Fora a praia dos seus sonhos. Havia uma lenda antiga que contava que por ali ainda pairava o espírito do velho Yorn, um pirata que enterrara um tesouro fabuloso. Ana sempre sonhara encontrar esse tesouro imaginário. Em garota, quando vinha com a mãe, fazia grandes buracos na areia sempre na esperança de encontrar o tesouro. Este sonho já se perdera no tempo, mas este imagin...