
O nosso corpo é uma máquina extraordinária. Há duas semanas tive uma "indisposição" e pensei que não voltava a ver a luz do sol. Enfim, foi um susto valente, mas já passou. Foi um pequeno aviso para eu abrandar. Não me lembro dos enfermeiros do INEM, mas aqui fica para eles um grande obrigado e bem haja pela rapidez com que chegaram a minha casa,cinco minutos após a chamada e também a velocidade com que o meu filho, quinze anos, liderou a situação e com grande sangue frio. Eu não dei conta, disseram-me depois, mas salvaram-me de nunca mais voltar. Cá estou eu de novo e mais agarrada à vida que nunca. "Carpe diem" diziam os latinos e tinham motivos para o dizer. O hoje já é tão curto, o ontem já passou numa corrida e o amanhã, onde está? Será que cá estaremos para o viver? Tenho que abrandar. Vêm aí as férias e também tiveram o cuidado de me moderarem o trabalho, dentro das possibilidades. Ainda há gente boa. Aina cá estou, só tenho que ter cuidado para esta máquina, coração, abrande mas não me faça parar, pois ainda tenho muitas coisas para viver. Vivam o dia com qualidade e aproveitem todos os momentos bons que ela nos dá.