Visitei este fim-de-semana um evento de que gosto muito, O Mercado Medieval de Óbidos. Assisti a vários espectáculos, uma justa para disputar uma donzela, lutas com armas, a cavalo e a pé e ainda espectáculos musicais, por artistas espanhóis. Jantei no arraial, a imitar o modo medieval, sopa em tigelas de barro e colheres de madeira, carne cozinhada na grelha e servida entre fatias de pão grosso. As bebidas eram servidas em copos de barro, vinho, água e, não medieval, sumos vários. Estavam milhares de pessoas. Junto algumas fotografias e pequenos vídeos efectuados durante a minha estada nessa bela terra. Deixa-me sempre vontade de voltar. Aproveitámos a viagem de regresso, no dia seguinte, para visitar Tomar e o Convento de Cristo. Desta vez pude observar mais espaços. É um local onde eu não me importaria de passar uns tempos. Afinal é um lugar paradisíaco, com jardins refrescantes e alguns exemplares de árvores bem antigas. Aproveitámos o bar para nos refrescarmos com bons sumos naturais. Portugal tem lugares lindíssimos, pena é que não estejam a ser aproveitadas as potencialidades máximas de tudo o que temos. Poderíamos apostar mais no nosso turismo, por exemplo. Oitenta por cento dos visitantes não eram portugueses. De outra forma acontecerá como no convento, apenas passaremos a observar a luz, lá longe, bem no fundo do túnel...
"A neblina descera à praia durante a noite. Ana não gostou daquele acordar nevoento. Tinha chegado nesse fim – de – semana e planeava apanhar uns dias de sol para finalmente descansar. Após quatro anos de intenso trabalho, conseguira uns dias de férias. A casa da tia Guida era propícia para esse descanso. Construída nos anos sessenta do século vinte, junto aos penhascos da praia dos piratas, tinha um pequeno caminho que levava directamente a uma praia que outrora tinha sido abrigo de piratas. A gruta, sobranceira à praia, deixava adivinhar ainda todos os tesouros escondidos de outrora. Ana adorava aquela praia. Fora a praia dos seus sonhos. Havia uma lenda antiga que contava que por ali ainda pairava o espírito do velho Yorn, um pirata que enterrara um tesouro fabuloso. Ana sempre sonhara encontrar esse tesouro imaginário. Em garota, quando vinha com a mãe, fazia grandes buracos na areia sempre na esperança de encontrar o tesouro. Este sonho já se perdera no tempo, mas este imagin...