Fui, por mero acaso, à Feira Medieval de Silves. Foi interessante pelos costumes observados pelas tendas pelos espectáculo e pelo ambiente. Comemos sentados em fardos de palha. Comprei uns brincos. Nunca vou a uma festa deste tipo que não compre um adorno. é como se fosse o meu livro de viagens. Aproveito também para ver como se faz o artesanato presente, quando é possível. Tenho pena de não ter tirado fotografias, mas como a ida foi fruto de um acaso, não tinha a máquina por perto. Fizeram moedas para circular dentro da feira o que achei muito interessante e os torneios contaram com a presença de um grupo que já vira em Óbidos. Muito bons e convincentes. Silves tem também um dos mais antigos legados dos árabes na península, o seu castelo, que, infelizmente, pela hora tardia, não pudemos visitar, iremos lá outro dia.
"A neblina descera à praia durante a noite. Ana não gostou daquele acordar nevoento. Tinha chegado nesse fim – de – semana e planeava apanhar uns dias de sol para finalmente descansar. Após quatro anos de intenso trabalho, conseguira uns dias de férias. A casa da tia Guida era propícia para esse descanso. Construída nos anos sessenta do século vinte, junto aos penhascos da praia dos piratas, tinha um pequeno caminho que levava directamente a uma praia que outrora tinha sido abrigo de piratas. A gruta, sobranceira à praia, deixava adivinhar ainda todos os tesouros escondidos de outrora. Ana adorava aquela praia. Fora a praia dos seus sonhos. Havia uma lenda antiga que contava que por ali ainda pairava o espírito do velho Yorn, um pirata que enterrara um tesouro fabuloso. Ana sempre sonhara encontrar esse tesouro imaginário. Em garota, quando vinha com a mãe, fazia grandes buracos na areia sempre na esperança de encontrar o tesouro. Este sonho já se perdera no tempo, mas este imagin...