Fui às aulas, como de costume, e lá ultimámos o nosso trabalho, uma hora antes de acabar a aula. Já está pronta a base de dados e como tal há que distribuir os inquéritos para fazer o tratamento até fim de Janeiro. O que vale é que o programa é um espectáculo. Se fosse há vinte anos só este trabalho daria quase uma tese de doutoramento. Novos tempos, novas metodologias e cá vou eu em cima da onda. Estou a apreciar muito a formação. Fizemos hoje um almoço de Natal. Rápido porque os intervalos não perdoam e nos mestrados não há tempo a perder. Correu bem, foi agradável e para Janeiro há mais. Até lá fica a quantidade "monumental" de trabalhos e pesquisas. Estou a adorar...
"A neblina descera à praia durante a noite. Ana não gostou daquele acordar nevoento. Tinha chegado nesse fim – de – semana e planeava apanhar uns dias de sol para finalmente descansar. Após quatro anos de intenso trabalho, conseguira uns dias de férias. A casa da tia Guida era propícia para esse descanso. Construída nos anos sessenta do século vinte, junto aos penhascos da praia dos piratas, tinha um pequeno caminho que levava directamente a uma praia que outrora tinha sido abrigo de piratas. A gruta, sobranceira à praia, deixava adivinhar ainda todos os tesouros escondidos de outrora. Ana adorava aquela praia. Fora a praia dos seus sonhos. Havia uma lenda antiga que contava que por ali ainda pairava o espírito do velho Yorn, um pirata que enterrara um tesouro fabuloso. Ana sempre sonhara encontrar esse tesouro imaginário. Em garota, quando vinha com a mãe, fazia grandes buracos na areia sempre na esperança de encontrar o tesouro. Este sonho já se perdera no tempo, mas este imagin...