

Ninguém parece perceber como me dói a ausência. Mais uma vez e por mais tempo. Sinto que os dias passam e não passam. Não tenho vontade de saber em que dia estou e o que vai acontecer a seguir. É sempre assim, mas cada vez é pior. Tu vens e vais e tudo me assusta. É um longe que se faz muito longe. Afinal de contas, sempre quis ir para Angola e ainda cá estou. O meu sonho africano começou em menina quando via a minha família ir e vir. Eu ficava sempre na esperança de também poder ir. Hoje não vejo a hora de sair daqui. Pena que tarde e esta mágoa persista. Talvez valha a pena. Espero ansiosamente que este tempo passe e que dê lugar a um outro, o tempo esperado.