Esperei, passaram meses, veio e 14 dias passaram como se fosse um. Adormeci e acordei...et voilá...lá foi. Não que não tivessemos feito nada. Saímos, viajámos, saímos muito, muito, muito, jantámos ao luar, dançámos, comemos pastéis de Belém e divertimo-nos muito. Matámos saudades e ficámos com elas. De repente chegou o dia e...já está longe...longe. Daqui a dias acabam as minhas férias e tenho que recomeçar. É duro recomeçar tantas vezes ao ano, dá uma sensação de inércia, tristeza, vazio, mas tenho sempre que me levantar do chão. Eu sou assim...Mas já prometi que nunca deixarei de me levantar...Esta foto foi tirada do cimo do Monumento aos Descobrimentos. A vista é espantosa. Visitem Lisboa com Sol, tem uma luz inesquecível, cidade da luz.
"A neblina descera à praia durante a noite. Ana não gostou daquele acordar nevoento. Tinha chegado nesse fim – de – semana e planeava apanhar uns dias de sol para finalmente descansar. Após quatro anos de intenso trabalho, conseguira uns dias de férias. A casa da tia Guida era propícia para esse descanso. Construída nos anos sessenta do século vinte, junto aos penhascos da praia dos piratas, tinha um pequeno caminho que levava directamente a uma praia que outrora tinha sido abrigo de piratas. A gruta, sobranceira à praia, deixava adivinhar ainda todos os tesouros escondidos de outrora. Ana adorava aquela praia. Fora a praia dos seus sonhos. Havia uma lenda antiga que contava que por ali ainda pairava o espírito do velho Yorn, um pirata que enterrara um tesouro fabuloso. Ana sempre sonhara encontrar esse tesouro imaginário. Em garota, quando vinha com a mãe, fazia grandes buracos na areia sempre na esperança de encontrar o tesouro. Este sonho já se perdera no tempo, mas este imagin...