Cada dia que passa sinto que a vida é algo de muito complexo. Vivi apaixonada pela vida até ela me trazer desilusões em massa. Lutava pelo mais próximos como se não houvesse amanhã, ajudei o mais que pude, empenhei algumas vezes o meu futuro. Pensava eu que iria ser bom, que isso estabeleceria laços infinitos e fortes. Com me enganei! Quem estava mais próximo, na época, e em quem acreditei aproveitou a ajuda, durante anos. Logo que foram independentes criaram asas e voaram. Hoje não sei deles. Dois ou três tornaram-se incontactáveis. Uma vez ou outra lá sei uma notícia, por outros. Esses eram os que eu tinha como a minha família, onde nasci e com quem fui "obrigada" a viver durante anos. Se estiver mal não sei deles. Escondem-se longe. Optei por ignorá-los, como eles fazem comigo e tento libertar-me da tristeza cada dia que passa. Teve de ser. Será bom que sigam a vida deles.
Hoje tenho muito receio que os que me são próximos me façam o mesmo, afinal o ser humano as vezes é volúvel. No entanto, não vai acontecer pois a minha família (de hoje), aquela que construi com tanto carinho força e vontade ao longo destes últimos anos é unida, sobretudo nas adversidades. Tenho lutado como uma fera para nos mantermos sempre unidos. Continuo a acreditar na vida, nos filhos e companheiro de todos os dias e não há um único dia em que não fale um pouco com cada um deles. Cultivei com eles sentimentos verdadeiros e, além de filhos e companheiro para a vida, são meus amigos. Nas adversidades estão sempre lá, no nosso cantinho, onde estivemos unidos ao longo destes anos. E só espero no fim de tudo a alegria de estarmos juntos. (Acabo esta semana, espero eu, com a imobilização de três semanas após uma queda que me fracturou um pé). Aí já poderei sair, conduzir e trabalhar, enfim correr mundo outra vez...
Boa semana para todos e não se esqueçam de respeitar aqueles que são verdadeiramente amigos, pois são um tesouro raro...